Fotografando a Dança do Ventre

Eis uma das minhas grandes paixões depois da fotografia: a dança do ventre. Ela está na minha vida já há uns 5 anos e tenho orgulho de ser uma bailarina. Acho que toda mulher deveria ao menos fazer uma aula de dança do ventre na vida para poder conhecer essa arte fantástica. A dança do ventre nos reconecta ao nosso lado mais feminino e criativo, além de ser ótimo para a auto-estima. Como se tudo isso não bastasse, a dança do ventre garante ótimos cliques! As poses, as roupas, a postura e a essência das bailarinas durante a dança são um prato cheio para os fotógrafos.


No último ano, fotografei alguns momentos da Escola Al Jawhara, escola da qual faço parte.



Se der, fotografe sem flash. Fotografar sem flash, pode captar melhor a cor e o movimento das bailarinas. Tome cuidado com a abertura e a velocidade de disparo. Chegue antes no evento e faça muitos testes de fotometria para achar a exposição certa.

 




A arte de fotografar a dança está em não somente captar a beleza das dançarinas, mas também em conseguir captar a essência da dança, os seus movimentos, os seus detalhes…



O movimento e os olhares devem estar representados na foto. Os movimentos que as dançarinas desenvolvem e seus gestos também. Conseguir captar esses momentos especiais é o que caracteriza uma boa foto de dança do ventre.



Fotografei o evento da Escola Al Jawhara no final do ano passado. O festival foi lindo e maravilhoso. Todos adoraram. O tema do festival foi Sonho de uma Noite de Verão, de William Shakespeare.




O festival da Escola Al Jawhara foi dirigido e apresentado pela professora e diretora da escola, a bailarina Simone Martinelli.


 

Queria compartilhar um pouco dos meus cliques e do meu entusiasmo pela dança do ventre…


Além de dança do ventre, os festivais da Al Jawhara costumam trazer outras modalidades de dança, como dança tribal, dança cigana, dança ancestral e dança com serpente.






Veja as fotos. Aprecie a beleza das bailarinas e a essência da sua dança. Cada bailarina transmite um sentimento, uma energia própria.



Se quiser conhecer mais sobre a Escola Al Jawhara, e quem sabe fazer uma aula experimental para entrar no mundo da dança do ventre, acesse o site www.aljawhara.com.br.


 

 

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Brincando com as luzes… vamos fazer light painting?

O light painting, também conhecido como desenho de luz ou graffiti com luzes, é uma técnica fotográfica realizada no escuro com o uso de uma ou mais fontes de luz. Pode ser feito movendo-se manualmente a fonte de luz ou então movendo a própria câmera.


rosa vermelha


Você ilumina apenas a parte que deseja do objeto e deixa todo o resto no escuro. Há também a possibilidade de você criar desenhos com a fonte de luz. Faça imagens, desenhe asas, chifres, orelhas… use a criatividade e desenhe como se o ar fosse uma tela.



O termo light painting refere-se a fazer a fotografia controlando ativamente a luz. Você cria algo com a luz ou ilumina o objeto da forma que quer. Mais do que nunca, o artista é você. Você “pinta” com luz a imagem que deseja criar, iluminando diretamente ou indiretamente as lentes da câmera.


O light painting requer uma velocidade de disparo suficientemente baixa, geralmente 5s ou mais. Assim como as fotografias noturnas, o light painting ficou mais popular após o advento das câmeras digitais, que permitiram aos fotógrafos ver o resultado do trabalho imediatamente.


portrait


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Light painting pode ter características de pinceladas de tinta. Pode ser feita com lanternas, lasers coloridos, velas, fósforos… qualquer fonte de luz vale!


poltrona



chaleira


O light painting realizado pela movimentação da câmera, também chamado de camera painting, é o oposto da fotografia tradicional. À noite, ou em um cômodo escuro, a câmera pode ser retirada do tripé e usada como pincel. Use o céu como a tela. Use as luzes existentes na sua frente (postes, prédios, semáforos) e movimente a câmera em várias direções. Você produzirá imagens abstratas e artísticas.



 

O light painting não precisa necessariamente ser feito em um cômodo escuro ou no período da noite. Algumas vezes, com luzes artificiais, como LEDS e telefones celulares, ou até mesmo com a luz do sol, é possível criar um efeito de sombreamento interessante. Com o uso de espelhos é possível produzir duas imagens, o que adiciona mais um elemento interessante ao resultado final.


torneira


O tripe é necessário devido a longa exposição para realizar o light painting. Se você não tiver um à mão, utilize uma superfície sólida e firme para apoiar a câmera. Se você tiver um disparador manual, use-o. Ele vai ajudar a controlar o momento do disparo e fará com que a câmera não se movimente ou trema na hora de fotografar o objeto, o que poderia ocorrer se você apertasse o botão de disparo.


faces


Você deve usar a câmera em foco manual, já que o autofoco pode não funcionar corretamente no escuro. Além disso, vale utilizar um ISO baixo para minimizar os ruídos ou grânulos e aumentar a tolerância da exposição.


coração


Brinque com as luzes! Brinque com o light painting! E boas fotos!

 

 

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Mudando a perspectiva…

Há muitas formas de se compor uma foto. Tudo depende da visão do fotógrafo. Uma pequena mudança na perspectiva pode mudar bastante o significado de uma foto.


 

Uma forma de mudar a perspectiva é mudar o enquadramento da foto. Tente tirar uma foto na vertical e a outra na horizontal. O que acontece?



É mais comum tirarmos uma foto horizontal pela comodidade, mas não podemos esquecer de que é possível enquadrarmos a imagem na vertical também.

Quando tiramos uma foto vertical e uma horizontal da mesma imagem, percebemos uma mudança de informação. Uma foto vertical transmite uma ideia diferente da foto horizontal, não acha?

 


Outra forma: para capturar a essência da sua experiência quando visualiza uma cena, tente adicionar mais elementos à sua foto, e brinque com a composição e a perspectiva da foto. Não se esqueça da Lei dos Terços.



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Tente mudar o horizonte. Coloque a linha do horizonte mais para cima, mais para baixo. Será que faz diferença? Será que a foto mudou?



Algo interessante para brincar com a perspectiva é a direção para onde o objeto se move na cena. O objeto vem ou vai, carros indo para direita e carros indo para esquerda. Pessoas olhando para a direita e para esquerda. Nas imagens abaixo podemos ver melhor essa situação. Cada foto acaba passando algo diferente para nós. É possível fazer uma ligação com o passado e o futuro. Na foto à esquerda, parece que a imagem está pensando no passado e, na da direita, no futuro.


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Mude o lado, mude a direção, mude a altura, o horizonte… e boas fotos! 

 

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A Lei dos Terços: aprenda a compor melhor suas fotos

Mencionei essa lei no post anterior e achei que esse tema merecia um post só para ele.


O que é a Lei dos Terços?

A Lei dos Terços é uma regra básica de composição de imagem. É utilizada desde o Renascimento e é considerada imprescindível por fotógrafos, cineastas e desenhistas por permitir que você organize e agrupe os elementos da imagem de forma esteticamente agradável.

O principal erro que muitos fotógrafos iniciantes cometem é enquadrar tudo no centro. Eles sempre enquadram o foco da atenção no centro. E isso produz imagens sem graça, sem brilho, sem destaque. Com a Lei dos Terços, no entanto, você passa a ser capaz de posicionar o foco de atenção de modo que a foto fique mais interessante e agradável.

 

Como usar a Lei dos Terços?

Para começar a usar a Lei dos Terços, quando você olhar pelo visor da câmera, imagine que há três linhas verticais e três linhas horizontais dividindo a imagem. A Lei dos Terços tem esse nome porque as linhas  dividem as imagens em três partes iguais na tela. Combinando as linhas horizontais e verticais, seu campo de visão fica dividido em nove partes iguais.

Você então deve procurar posicionar o tema principal da imagem em uma das intersecções dessas linhas imaginárias verticais e horizontais. Fuja do centro, que não tem peso. Coloque o foco em um dos cantos, um dos terços das pontas. Veja como a imagem fica diferente.



De acordo com a Lei dos Terços, os melhores pontos para se posicionar um objeto ficam nas intersecções das linhas. Evite o centro, que é considerado um ponto neutro.


Muitos fotógrafos sabem como e quando fugir da Lei dos Terços, mas comece a reparar a partir de agora e veja como todos os grandes fotógrafos usam e abusam dessa regra de composição. E começe a usá-la você também. Sua fotografia se tornará muito mais interessante e estimulante se você passar a usar a regra dos terços quando enquadrar seus temas.


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Se eu quero tirar uma foto simétrica, neste caso, sem dúvida, o objeto deverá estar no centro, mas cuidado ao colocar outros elementos que desviem a atenção ou destruam a simetria da imagem. É preferível que exista um único ponto de interesse ou um ponto de interesse dominante. Normalmente a simetria é utilizada em retratos, book fotográfico e imagens que já por si só representem uma simetria nos quatro lados.


Quando existem dois ou três elementos com a mesma força na imagem, há uma competição que leva à confusão no observador, e quem sai prejudicada é a sua composição.

Por exemplo, quando você for tirar uma foto de paisagem ou tirar foto do horizonte, evite dividir a imagem em 50% céu e 50% mar ou terra. Use 1/3 para o céu e 2/3 para o mar, e depois inverta. Enquadre 2/3 do céu e 1/3 do mar. Repare como, de um jeito ou de outro, a foto fica muito melhor do que se você tivesse dividido os elementos meio a meio.



Cada fotógrafo tem a sua forma de ver o mundo e fotografar as imagens a sua volta. A Lei do Terço é uma orientação para que sua composição fique mais interessante, mas não é uma regra inquebrável. As boas fotos simétricas têm o mesmo charme que uma boa foto que segue a Lei dos Terços. Tudo depende do objetivo do seu trabalho, a sua intenção no momento de tirar as fotos.


De qualquer forma, lembre-se sempre que na maioria das vezes, seguir a Lei dos Terços é a melhor opção.




Na figura acima podemos ver a mudança visual que acontece quando movemos o objeto para o terço. O foco central tem o seu charme, você mostra o objeto e o mostra bem. No entanto, ao usar a Lei dos Terços, você não apenas retrata o objeto, mas objeto E paisagem. E é essa composição de objeto e paisagem que torna a imagem que segue a regra dos terços mais interessante que a primeira, na minha opinião.


Veja mais algumas fotos que seguem a Lei dos Terços. Pense em como a imagem seria se ficasse centralizada, repare como elas ficam mais interessantes com o objeto deslocado do centro.










É isso! Use a Lei dos Terços e garanta boas fotos!

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P&B – Os muitos tons das fotos preto e branco

Quando falamos em fotos preto e branco (P&B), sempre tem alguém que critica o P&B por ser uma “fotografia sem cor”. Na verdade, existem mais de 16 milhões de diferentes tons de cinza no mundo do P&B.  Não há razão para pensar que as fotos preto e branco sejam, de alguma forma, inferiores a uma foto colorida. Muito pelo contrário. O P&B consegue transmitir qualidades que uma foto colorida não consegue e, em muitos casos, ele é a melhor opção para aquele clique que você quer fazer.



 

Nas câmera analógicas, para se tirar fotos P&B, era comum usarem filtros coloridos na câmera. O filtro permite que o fotógrafo veja a cena em P&B através do visor para assim ele poder decidir como disparar a foto o mais real possível, utilizando filtros coloridos diferentes, por exemplo, filtros amarelos, vermelhos e verdes.


As máquina digitais semi-profissionais possuem uma opção para disparar em P&B de forma automática.
Você pode disparar duas fotos, uma colorida e uma P&B.


Quando você utiliza uma câmera profissional, o ideal é você fotografar primeiro colorida e, então, depois converter em P&B no seu Photoshop.



Há muitas formas de criar fotografias P&B no Photoshop ou em outro programa editor de imagens. Qualquer que seja a maneira que você escolher, evite usar aquele método automático de conversão em P&B com um único clique. A imagem fica com a aparência “lavada” e sem graça. O P&B deve ter força e impacto, mas sua imagem vai sem isso se você convertê-la automaticamente.




Esses exemplos de fotos mostram a diferença entre uma fotografia que foi convertida com o botão automático no Photoshop e outra que foi convertida manualmente. Você consegue ver a diferença de qualidade?







Viva o preto e branco! Veja o mundo mais em P&B e tire fotos inesquecíveis!!X

Boas fotos!

 

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