Como fotografar pessoas

 

Fotografar pessoas é uma arte



Mostrar os sentimentos e as expressões das pessoas é o seu principal objetivo. É preciso ter o olhar para captar os sentimentos da outra pessoa e tentar retratar da melhor forma aquele momento, que pode ser único.



Fotografar pessoas talvez seja a prática mais usual para os entusiastas da fotografia, já que é possível fotografar pessoas em inúmeras situações diferentes.

Muito acaba se perdendo, do ponto de vista fotográfico, se não utilizamos uma boa máquina, uma boa lente e as técnicas apropriadas. Dependendo de quem será a pessoa fotografada, devemos primeiramente determinar as características que queremos capturar. Em uma criança, podemos buscar a suavidade, a leveza, a alegria; em um velhinho, as marcas do tempo, sua expressão única. Utilizando as técnicas certas, conseguimos realçar ou suavizar certas características.



É função do fotógrafo captar a personalidade da pessoa fotografada, assim como as características que deseja realçar.

Quando se quer destacar uma característica, um fator importante que deve ser levado em conta são os olhos e na boca. Esses são os elementos mais fortes que uma pessoa tem para mostrar os sentimentos e expressões. As sobrancelhas também devem ser analisadas antes de tirar a foto.

Se você deseja fotos profissionais, considere contratar um maquiador. Não podemos deixar de lado esse profissional quando queremos fazer ensaios e retratos de alto nível.



A posição da câmera e a iluminação são fundamentais para realçar ou suavizar algumas características da pessoa. Luz e ângulo são os dois principais fatores de manipulação para o fotógrafo.

Brinque com vários enquadramentos, posições e luzes para a mesma fotografia. Compare. Veja como os resultados ficam bem diferentes.



Quanto fotografamos pessoas em ambientes públicos, é uma boa se utilizar de lentes teleobjetivas para não afetar a naturalidade e a espontaneidade dos fotografados.



Normalmente é mais fácil fotografar pessoas próximas e conhecidas. No entanto, a intimidade pode trazer ansiedade e expectativas que podem “travar” a pessoa e tornar o trabalho do fotógrafo mais difícil. Pessoas mais próximas costumam também ser mais impacientes.

Por outro lado, quando fotografamos desconhecidos, é sempre necessário fazer um “aquecimento” antes para que a pessoa relaxe e confie mais no fotógrafo. Mas, uma vez que haja a empatia entre o fotógrafo e o desconhecido, o ensaio engata e tudo corre muito bem.



Com modelos, é importante para o fotógrafo conseguir se entrosar ou se conectar de alguma forma com a pessoa fotografada. É isso que garantirá fotos perfeitas.


Planejar uma foto

O ideal é sempre planejar antes de fotografar, mas sabemos que isso nem sempre é possível. Mas quando puder, faça isso, porque você terá uma sessão bem mais tranquila. Um bom planejamento envolve conhecer um pouco da pessoa ou grupo a ser fotografado, conhecer o local do ensaio e também as condições de iluminação.

Saiba de antemão também qual o tipo de retrato será feito. Há dois tipos principais: o retrato formal e o informal. O retrato formal é feito normalmente em estúdio. Exige mais preparo prévio e o maior desafio é fazer a pessoa não perder a espontaneidade. Já o retrato informal tem menos regras. Não tem poses definidas e o ensaio ocorre mais naturalmente. Cabe ao fotógrafo tirar o melhor do momento.


 

Fotografe de cima, de baixo. Não fique apenas em uma posição. Ande para os lados. Quando fotogramos pessoas, não podemos esquecer de detalhes como posição do rosto, cotovelo, ombros e cabelo… preste atenção em todos os detalhes. Uma boa composição garantirá uma boa foto, mas são os detalhes que tornam uma foto especial.

Quanto mais natural a pessoa ficar, melhor será o resultado. Preste atenção para onde a pessoa olha, a suas expressões, poses, posição dos braços, das mãos…


 

O tempo não volta. Se achar que é o momento de tirar a foto, aperte o botão. Não hesite. Você precisa confiar no seu instinto.

 

 

“Na fotografia sempre retratamos coisas que estão em constante desaparecimento e, uma vez desaparecidas, não temos nenhum recurso capaz de trazê-las de volta. Não podemos copiar nem revelar uma lembrança.” — adaptado de Henri Cartier-Bresson

 

 

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